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LITERATURA PROPORCIONA INFORMAÇÃO, TRAZ MEMÓRIAS E GERA LIBERDADE

A literatura é capaz de realizar muito na vida de alguém. Ela pode propor viagens para lugares desconhecidos, apresentar diferentes culturas, relembrar marcos históricos, trazer diferentes visões e posicionamentos sobre um determinado assunto, entre outras coisas.

Nesta sexta-feira (23), o Dia Mundial do Livro celebra essas infinitas possibilidades que a leitura proporciona. Além disso, a data criada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), tem o objetivo de incentivar que as pessoas consumam mais livros e, consequentemente, encontrem um gênero literário que gostem para a partir daí tomarem gosto pela atividade, a ponto de exercê-la sempre.

O que os capixabas estão lendo

A epidemiologista Ethel Maciel sempre leu muito. Diz que essa é uma de atividades favoritas. Antes da pandemia, ela resolveu investir num Kindle, mesmo tendo receio de ler livros digitais por preferir folhear e sentir o cheiro das páginas. Ainda assim, o processo de adaptação nessa experiência nova não foi difícil, fazendo com que se adaptasse muito bem.

Ela ficou tão empolgada com a nova maneira de ler que se aventurou em 26 histórias. Entre elas, a releitura de alguns clássicos, entre eles A Peste e Don Quixote de la Mancha. Já este ano, por conta da rotina agitada, Ethel leu poucas obras.

“A literatura é muito importante na minha vida. É o momento que me desligo do mundo e vivo os personagens da história. A leitura, para mim, é um espaço de liberdade”, diz.

O modelo, doutor em química e ambientalista Alex Trevelin também é apaixonado pela leitura. Atualmente, está encantando por obras estrangeiras após se mudar para Santiago, no Chile. Por isso, acabou de ler “El Hambre de las Bestias”, por Victoria Velenzuela.

“Eu super recomendo! No livro há muita dor e um mundo contra os protagonistas. Por outro lado, também há esperança; o desejo de se rearmar; a coragem de seres invisíveis que lutam em direção à luz de uma margem mais segura. Personagens que querem passar do modo de sobrevivência para o modo de vida e encontrar um lugar no mundo”, conta.

Para Trevelin, outra paixão envolvendo o mundo da literatura é ter a possibilidade de ir a sebos a fim de comprar livros usados. Além disso, ele admira muito as obras poéticas de Fernando Pessoa e heterônimos. Ele afirma que descobriu a importância da leitura depois de muito tempo definindo-a algo obrigatório.

Nos dias de hoje, ele afirma que despertou e percebe que encontrar um tempo para ler é um processo que permite a expansão de si mesmo.

Sobre a pandemia da Covid-19, o doutor em química consumiu muitos artigos científicos a respeito do vírus, para levar informações às pessoas que ele alcança nas redes sociais. “Fiquei atento nos estudos de desenvolvimento de vacinas contra o coronavírus. Eu transcrevi leituras técnico-científicas em conteúdos acessíveis e verídicos através do meu Instagram. Essa foi uma das maneiras que eu encontrei de contribuir”, lembra.

A presidenta da Federação de Indústrias do Espírito Santo (Findes), Christine Samorini, recomenda o “Desculpability: Elimine de vez as desculpas e entregue resultados”, de João Cordeiro. Ela acredita que a leitura pode ampliar o espectro do raciocínio, levando o leitor a um estado de conectividade maior com a realidade.  “Perdemos muito tempo com temas sem conteúdo. Naturalmente embarcamos nisso também, pois não podemos também viver desconectados”.

O último livro que a estilista, atriz, produtora e ativista cultural Stael Magesck leu foi “Dança Própria”, de Alana Rosa, e lançado pela Editora Cousa. Ela diz ser bem eclética quanto ao gosto e passa o tempo lendo de tudo, desde que o texto a prenda: de bula de remédio até informações das composições de shampoos nas embalagens.

“Bebo doses generosas de poesia porque ela me dá muitas respostas. Amo o estilo noir de Bukowski, Fernando Pessoa, Cora Coralina, Manoel de Barros, Thiago de Mello, entre outros”, afirma.

Durante a pandemia em 2020, ela diz que não conseguiu se concentrar totalmente na literatura. Estava ocupada realizando ações sociais e lutando pelos direitos dos artistas. Mesmo esse afastamento, os livros não perderam importância para ela.

“Livros proporcionam autonomia intelectual. Conhecimento é liberdade. Quem lê consegue escrever melhor, tem mais assunto e possui um raciocínio mais dinâmico. Adoraria ler muito mais. Meu espaço é cheio de livros muito bons”, menciona.

O cantor e compositor André Prando conta que, no momento, está lendo “1984”, de George Orwell. Recentemente ele finalizou “Ideias para adiar o fim do mundo”, por Ailton Krenak. Segundo ele, esse último é uma leitura rápida e pertinente para o atual contexto. “Esse livro em aproximadamente 40 páginas explode nossa cabecinha, por exemplo, discutindo o conceito de humanidade e terra, ressaltando que, na realidade, somos todos natureza”, expõe.

Para ele, leitura é cultura, história, imaginação, educação, memória e informação. “Um povo sem cultura é inerte e a gente precisa se mover. E mover com presença”, afirma.

O professor e deputado estadual Sergio Majeski, enquanto lê, gosta de fazer anotações e grifar as partes que mais chamam sua atenção. Recentemente, resolveu experimentar um novo método para ler, ou melhor: ouvir. Ele optou por consumir duas pequenas obras em formato audiobook.  Achou interessante, mas ainda prefere os livros físicos.

Os gêneros que mais chamam sua atenção são política, filosofia e romance. Seus autores preferidos são Machado de Assis, Fiódor Dostoiévski, Clarice Lispector e Guimarães Rosa.

Ano passado Majeski leu cerca de 11 livros e destaca dois deles: “A Ponte”, que aborda a vida e ascensão do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, trazendo desde a infância dele até a chegada à presidência. O outro livro é “A Política em Tempos de Indignação: A frustração popular e os riscos para a democracia”, por Daniel Innerarity, que ele considera uma leitura importante por conta do descrédito que a política sofre.

“A literatura é para qualquer ser humano. Ela é fundamental na formação das pessoas. A partir do momento que se adquire esse hábito, o indivíduo se torna um estudante permanente que cuida da sua autoformação. E cada pessoa vai optar por um gênero diferente que agregará de algum meio. Os romances, por exemplo, nos fazem viajar, pensar de várias formas diferentes e conhecer novos mundos”, exterioriza.

Para o deputado, a literatura auxilia na compreensão de uma infinidade de fenômenos. Quando a pessoa aprende a beber do conhecimento que a arte proporciona, por meio da literatura, isso já é um meio caminho andado para o desenvolvimento de uma formação cultural, intelectual e cidadã.

Fonte: Portal ES Hoje

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